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Se 2016 foi marcado como o segundo ano consecutivo de recessão no Brasil, 2017 deve entrar como o ano da transição para um cenário mais otimista. O crescimento enfim deve voltar, mas ganhando força apenas no segundo semestre. 
Para Zeina Latif, economista-chefe da XP Investimentos, ainda não será dessa vez que viveremos o cenário dos sonhos, mas certamente a economia oferecerá um alento sobre o caminho que vinha sendo trilhado até então. A reforma da Previdência, por exemplo, deve entrar na pauta do Congresso nos próximos meses, e se espera que seja uma importante sinalização para equacionar a relação dívida/PIB do Brasil.

A atividade econômica deve começar a mostrar sinais de recuperação, em um quadro de inflação e juros mais normalizados. O cenário internacional, no entanto, pode ser o elemento de sorte ou azar para o governo de Michel Temer. A economista projeta um impulso moderado nos preços das commodities, ainda que o cenário mundial seja de estagnação e da imposição de uma agenda protecionista, mas ainda há incertezas que rondam as perspectivas no exterior e que podem mudar o cenário.

Quando se colocam todos os riscos e oportunidades na balança, a conclusão é de que os primeiros meses do ano ainda devem ser desafiadores e apresentar riscos ao mercado. A estabilização deve começar a ganhar força somente na metade final de 2017.

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